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Projetos de Pesquisas | Linha: Ensino, narrativas e documentos

Publicado: Terça, 02 de Fevereiro de 2021, 18h45 | Última atualização em Terça, 02 de Fevereiro de 2021, 19h17 | Acessos: 417

Linha: Ensino de História, narrativa e documento

Ensino de História, livro didático e formação docente: entre práticas e representação (Coordenado pelo prof. Dr. Erinaldo Cavalcanti)

Descrição: O presente projeto faz parte das atividades desenvolvidas junto ao Grupo de Pesquisa Interpretações do Tempo: ensino, memória, narrativa e política (iTemnpo) que vem desenvolvendo um conjunto de atividades envolvendo diretamente a pesquisa, o ensino e a extensão junto à Faculdade de História da Unifesspa e ao PPGHIST. Nesse movimento se insere o projeto “Ensino de História, Livro Didático e Formação Docente: entre práticas e representação”, para problematizar o Ensino de História como campo de disputas e força agenciadora capaz de atribuir sentido às práticas políticas e culturais, portanto históricas. Em outras palavras, o projeto analisa como que o principal instrumento de trabalho dos docentes da Educação Básica, vem sendo apreendido e debatido durante o período de formação inicial dos futuros professores e professoras. Para tanto, as pesquisas direcionam o ângulo de percepção para compreender como que as Matrizes Curriculares, também chamadas de Projetos Políticos Pedagógicos (PPC) dos cursos de Licenciatura em História, oferecidos nas Universidades Federais no Brasil vem tematizando as discussões que envolvem o livro didático. Uma parte desse projeto foi contemplada com uma bolsa de iniciação científica (PIBIC/FAPESPA) destinada a analisar o referido objeto de estudo no âmbito das Universidades federais da região Norte do Brasil.

 

A história ibero-americana narrada nos livros didáticos: história, narrativa e representação (Coordenado pelo Professor Doutor Erinaldo Cavalcanti)

Descrição: O projeto em tela encontra-se dentro das atividades desenvolvidas no iTemnpo. Ele faz parte das pesquisas iniciadas em 2016 dentro do projeto Ensino de História, Livro Didático e Formação Docente: entre práticas e representações. Em 2019, teve início na Espanha, o projeto, Las Ciencias Sociales en lo ámbito iberoamericano: análisis de libros de texto e as pesquisas do iTemnpo passaram a integrar esse projeto de âmbito internacional. Trata-se de um projeto de pesquisa liderado pela Universidad de Zaragoza (Espanha) através do Centro Internacional de la Cultura Escolar (CEINCE) Berlonga de Duero-Soria - Universidad de Zarogoza e conta atualmente com oito países: Espanha, Portugal, Chile, Argentina, Brasil, Colômbia, México e Equador e com mais de 20 universidades participantes. O objetivo geral do projeto é comprender Cuál es el tratamiento que reciben los acontecimientos/épocas consideradas esenciales en la historia de Iberoamérica (descubrimiento, conquista, colonización, procesos de independencia y actualidad) en los libros de texto españoles, portugueses e iberoamericanos de diferentes épocas históricas? As pesquisas desenvolvidas no âmbito do iTemnpo (PPGHIST/FAHIST) serão concentradas no eixo temático “Poder e Controle Social”. De maneira específica dentro desse eixo temático, serão analisadas como as experiências ligadas às ditaduras e as democracias no âmbito ibero-americano são narradas e representadas nos livros didáticos destinados aos jovens entre 10 e 16 anos, dos países participantes.

 

Projeto PIBID: Ensino de História, materiais didáticos e formação docente (Projeto coordenado pelo Professor Doutor Erinaldo Cavalcanti desenvolvido entre 2018 e 2019 - ENCERRADO).

Descrição: O projeto Ensino de História, materiais didáticos e formação docente teve por objetivo principal ampliar as ações destinadas à formação dos futuros professores que atuarão na educação básica problematizando a principal ferramenta de trabalho da maioria dos docentes: o livro didático. De tal modo foram desenvolvidas ações de leitura, observação e acompanhamento de atividades desenvolvidas na escola parceira, além das atividades tematizando os livros didáticos como ferramenta de trabalho possível de ser apropriada como objeto de pesquisa em sala de aula. Foram ações desenvolvidas conjuntamente com os professores que já estão no exercício da docência, envolvendo também os estudantes da educação básica como autores participantes do processo de construção do conhecimento histórico escolar. Inserido nas ações desenvolvidas no iTemnpo, o referido projeto se propôs: Analisar as principais distinções conceituais entre livro didático e material didático; Estudar o processo de construção, seleção, avaliação e distribuição dos materiais didáticos para a rede de educação básica no Brasil, como elemento de compreensão do livro didático sendo apropriado como instrumento de pesquisa em sala de aula; Problematizar a importância do livro didático no exercício da docência de professores e professoras; Compreender os desafios de uso do livro didático como ferramenta de trabalho docente; Analisar as relações entre livro didático e currículo; Estudar, compreender e apreender o livro didático como documento e produção narrativa da história; Ofertar oficinas de experimentação utilizando o livro didático de história como objeto de pesquisa para professores e estudantes e Estudar as relações entre livro didático e as novas tecnologias no exercício docente. Contou com 24 bolsistas da graduação e três professoras da Educação Básica como supervisoras.

 

Narrativa Histórica e Função Pedagógica: O Passado Colonial na Literatura Didática 1995-2012 (Coordenado pelo Prof. Dr. Mauro Cezar Coelho)

Descrição: Desde a retomada da experiência democrática, nos idos da década de 1980, os debates acerca da História Ensinada se avolumam. Primeiramente, em função da defesa da reinserção da disciplina nos currículos da Educação Básica, em lugar da disciplina Estudos Sociais, introduzida pelos governos militares. Em seguida, por meio da discussão sobre fundamentos, currículos e recursos, em um movimento que acabou por constituir o campo de pesquisas sobre o Ensino de História. Ultimamente, os debates em torno da distinção entre os processos de formação dos licenciados e bacharéis e da proposição de um currículo comum para a Educação colocaram a História no centro da discussão sobre a Escola, a Educação Básica e os processos de formação de professores. Qual o lugar da História nos processos de formação de crianças, adolescentes e adultos inseridos na Educação Básica? Como a disciplina participa dos processos de exercício e de formação da cidadania previstos pelos instrumentos legais? De quais formas ela contribui para os procedimentos de inserção de crianças e adolescentes na vida adulta, garantindo acesso aos mundos do trabalho, à vida política e a uma existência digna em um convívio democrático? Como formar professores imbuídos não apenas dos compromissos políticos (e da utopia necessária), mas, sobretudo, de ferramentas capazes de garantir a concretização das projeções formuladas para a Escola e para a Educação Básica? Tais questões ocupam, hoje, direta ou indiretamente, os professores de História, independentemente de seu lugar de atuação. A presente proposta tem por objetivo participar deste debate, por meio da problematização da literatura didática. A intenção é analisar as narrativas didáticas acerca do passado colonial, de modo a perceber qual sua função pedagógica no currículo formulado pelos livros didáticos. O que se pretende com a análise encaminhada é participar da discussão acerca dos temas apontados acima, a partir de uma reflexão acerca da produção de conhecimento histórico em ambiente escolar. As narrativas didáticas conformam um saber histórico. Ainda que fundamentado em uma apropriação da produção historiográfica, os livros didáticos encaminham uma narrativa que conforma tanto uma perspectiva acerca do modo como o devir se constitui, quanto uma posição a respeito de como o conhecimento sobre ele se constrói e se institui. Os livros didáticos de História, então, compõem uma narrativa histórica elaborada segundo os princípios da “ciência histórica”: a partir da apropriação de análises consagradas, propõem uma explicação/interpretação sobre o tempo, calcada nos princípios da disciplina. Ainda que tenhamos que considerar as especificidades que demarcam a autoria em livros didáticos, está claro que, em relação ao saber histórico, seus autores realizam uma operação nos moldes apontados por Michel de Certeau. Os historiadores envolvidos na produção da literatura didática acionam lugares, discursos de autoridade, exprimem uma linguagem reconhecida pelo campo no qual estão inseridos e exercitam a sua expertise por meio da oferta de uma explicação/interpretação do passado legitimada pela produção historiográfica. A noção de operação histórica é produtiva, inclusive, se considerarmos a História Ensinada: o saber histórico construído em situação escolar também é resultado de uma operação remetida a um lugar e a uma prática. Nesse sentido, a análise proposta se caracteriza como um estudo no campo da Teoria da História, pois pretende perscrutar os fundamentos que balizam o conhecimento histórico veiculado naquela literatura. Da mesma forma, o estudo pretende perceber em que medida tal conhecimento é dimensionado no universo para o qual se destina; ao fim e ao cabo quer discutir a função que ele desempenha na Educação Básica.

 

O perigo da História única: o ensino de História da África nas universidades públicas do Norte do Brasil. (Coordenação: Profa. Dra. Karla Leandro Rascke).

Descrição: O presente projeto pretende analisar a formação de História da África e os conteúdos/conhecimentos sobre esse componente curricular oferecidos nos cursos de formação em ensino superior de licenciatura e bacharelado em História das universidades públicas da região Norte do Brasil. Com base nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) de História das universidades públicas da região Norte do Brasil, nos planos de ensino e nos currículos lattes de quem ministra essas disciplinas vinculadas ao componente de História da África, acreditamos perceber quais são os conteúdos abordados e dimensionar quais perspectivas teórico-metodológicas utilizadas para o trabalho com essa temática no ensino superior. Selecionamos as universidades públicas que possuem História como curso ofertado, quais sejam: Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Estadual de Roraima (UERR), Universidade Federal de Tocantins (UFT), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Preocupações em torno do ensino de História da África e seu entrelaçamento com a Educação Básica requerem ações na formação inicial de professores, possibilitando maior efetivação da lei e oportunizando a construção de conhecimentos múltiplos sobre a História da África. Portaria n. 0096/2019. O projeto encontra-se em andamento e integra as ações do Grupo de Pesquisa GREAL “Gênero, Raça, Estudos Amazônicos e Linguagens”.

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